2º Semana – Primeiro Contato

Engraçado como relembrar seus primeiro contato com as divindades nos remete a épocas e momentos de absoluto deslumbramento ou necessidade. Remete ainda, no meu caso pelo menos, a um período mais tranquilo e inocente,  visto de hoje, a época eu acha meus problemas o ápice absoluto da perturbação e conflito, nada como o girar da roda para nos pôr em perspectiva.

Com certo constrangimento admito que não lembro quando tive meu primeiro contato com Brighid, lembro apenas que a cultuava juntamente com os outros Deuses Celtas Irlandês, e claro tinha um parco conhecimento de seus atributos, história através do festival de Imbolc.  Mas nada tão profundo ou tangível como tenho o que tenho hoje.

Lembro claramente de quando Brighid passou a ser essa presença constante em minha vida, como um amigo ou amigo que está sempre ao seu lado, e foi assim que ocorreu:

Estava com um grupo de amigos na casa de um amigo em comum em uma festa de final de ano, praticamente uma tradição entre nós. Fato foi que um de meus amigos precisava muito de um sinal, resposta, chamado ou o que fosse da Deusa Brighid, para uma questão que ele passava, e não havia muito tempo que falávamos sobre trazer os Deuses de nossa fé, como os que seguem as afro religiões o fazem, junto de nós. Como sempre fui médium de incorporação ou irradiação (na falta de uma palavra melhor) ele propôs de tentarmos me deixar em transe, para que ele pudesse obter a resposta que buscava quase como um oráculo.

Subimos a laje da casa desse nosso amigo, com ele em nosso encalço, e improvisamos um pequeno ritual, não lembro ao certo o que ofertamos, nem quais orações ou chamados fizemos, lembro de acendermos um pequenino fogo, e fui me concentrando em sua chama até que não “apaguei”; Alguns muitos minutos depois, recobrei a consciência e meus amigos me olhavam atônitos, mas muito felizes e emocionados e este era o meu sentimento, estava numa felicidade ímpar, uma leveza e tranquilidade, que nem de longe me caracterizam.

Não sei o que foi falado entre eles, e não me lembro de quase nada do que eles me disseram que ocorreu ou dos recados dados, lembro apenas que um deles me disse que perguntou a Deusa de como era possível um Deidade estar num corpo humano, ao que ela respondeu que não era possível – O que ocorre é que todos nós levamos uma centelha divina, um pedaço de cada Deusa e Deusa que cultuamos dentro de nós, como parte do que somos e de nossa fé – Assim quando nós os evocamos, e eles se aproximam de nós, a sua proximidade faz a nossa pequena chama acordar e fazer coisas extraordinárias, desta forma que eles podem interagir conosco.

Recentemente estive novamente em Eire, mas pela primeira vez em Kildare e no templo do Fogo de Brighid, vi o mosteiro da Santa, visitei sua estátua junto ao poço sagrado e dele tomei sua água. Nunca me senti tão abençoada e feliz, a energia ao redor do templo é incomensurável, a paz e a quietude, a alegria e a emoção que é estar em casa. Estar e pisar, ver e sentir aqueles locais sagrados me trouxe a mesma sensação desta primeira incursão direta com Brighid.

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