Merlin e Morgana

Há algum tempo penso em postar estes poemas que me são extremantes caros,  mas não sabia se atendiam ao propósito do Blog, que é a divulgação do Druidismo e do conhecimento aos Deuses, contudo fui lembrada recentemente que toda inspiração provem deles.

Assim sendo espero que apreciem:

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“Certa manhã preguiçosa na Britânia, Morgana Le Fey espreguiça se na cama de palha e pergunta se pela milesima vez:

– Onde estará Merlin?

Súbito pousa um corvo no peitoril da janela com um pedaço de pergaminho na pata. Depois de ler a mensagem, num raro momento de solidão e fraqueza, ou seria ternura? Chorou em silêncio, contemplando a garoa cinza das brumas que envolviam o Tor.

Eu era acolito …de Merlin e era minha função levar o desjejum da Senhora, encontrei- a debruçada sobre a harpa musicando a mensagem, hoje que os olhos me falham e a memória me prega peças, justo hoje criança, você quer que eu me lembre? Bem Taliesin não me perdoaria se eu me negasse a recitar a:

Carta de Amor de Um Druida

Se eu não voltar da Jornada,

Beba minha memoria num chifre de ouro

Se eu enlouquecer com a Ferida

Cante ao vento, seu amor e sua voz me farão voltar dos braços do Deuses

Mas se eu sair vivo da batalha

Arranque o sangue e as pinturas de guerra

Os gritos e o cheiro, a selvageria e a morte de meu peito,

Com seu beijos e o calor de seus braços

Cure minhas mágoas com teu caldeirão acolhedor

Afaga minha barba e me faça dormir

Para que o menino em mim aquietado e tranquilo

Repouse a mente.

E o homem em mim amado e satisfeito

Autoconfiante e mais sábio

Me indiquem o canto da sala onde repousam meu cajado e minha espada

Meus pertences e minha harpa

Porque sou Druida,

Não tenho morada

Não posso permanecer ou perecerei nos teus encantos

Mas cada passo, cada vaticínio, cada cura, cada vitória

Serão sempre meu pedido de amor

E minha esperança de voltar

Paz nas seis direções

Seu e sempre seu..

Assim foi criança que eu e não outro, Bran Up Fháil trouxe a canção que entoa se nos salões dos reis inimigos até hoje, agora me traga hidromel aquecido e mais peles, pois na minha idade o mundo parece demasiado apressado e frio.”

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“Ora criança, deseja outro conto? Das verdades passadas entre Merlin e Morgana…pois bem..embora minha memória se embote com esta a chuva, ela combina com o temperamento da Senhora..longe de mim questiona-la ,sobretudo hoje…

– Em certa tarde, quando a chuva caía nas terras altas da Ilha Esmeralda, Morgana  estava relendo a  carta que chegará enquanto estava na Britânia esperando por  Merlin, levantou e foi a Harpa.. a harpa que Merlin havia confiado a ela.                                                               Encontrei minha senhora, debruça sobre Harpa,musicando sua resposta, a aquele que é mais que seu instrutor, mais que mero amor ou amante, é seu Pai, seu Filho, seu irmão, que é alma de sua alma, forjado pelos Deuses no mesmo molde que dela própria.

Pois bem te contarei a resposta de Morgana a Merlin no Lamento da Sacerdotisa:

Há muito tempo nos descobrimos,

Laço singular se formou, será  Deuses que este é a metade de minha alma,

Que nos céus Gofannon forjou?

Mas criança éramos, sem o tempero da sabedoria,

Meu orgulho  transformou em disputa , o que devia ser Soberania.

Você também no poder se perdeu, ao invés dele se empossar, vacilou,

não se achou merecedor, e assim seu poder encolheu.

A outra tribo, responsabilidade assumiu, o poder dos Deuses

em ti  oculto, se imescuiu.

Separados fomos, e cada um sua vida viveu.

Aos poucos tínhamos notícias, mas a competição sempre se instalou…

afastando novamente o que com custo, o divino juntou.

Fomos a guerra e a necessidade tocou,

quando novamente nos nos vimos, sabíamos que alma e coração,

a vida um do outro, num todo transformou.

Amizade, paz! finalmente encontrados.

Forte ficamos, unidade de dois.

Sem domínio, sem agressão.

Pura troca, alento ao coração.

Foste a guerra, com as 3 feridas foi marcado.

De corpo distante, por ti velei, sempre a teu lado.

Dormiu e foi mimado,

O garoto tranquilizado.

O homem,o Druida, e o guerreiro amado.

Mas somos seres incosntantes  você e eu, assim não temos parada,

Humanidade, a cura, são nossa vida,

o mundo nossa Morada.

Mas aí de nós, que tudo muda e o ciclo se finda,

gira e transfigura.

É chegada a hora desta espada, e cajado aposentar.

O conhecimento de alma a alma é transmitido,

E passo a maga, o meu cajado nas paredes de meu castelo devo encostar,

Sempre será minha alma, e o poder da Senhora reflete em todas nós.

De livre vontade eu o faço, não sem sofrer,não sem sentir.

Mas acima de nós, a tradição deve persistir.

Engana-se quem pensa, ser uma separação de amantes,

Fosse isso antes – Um até logo de alma, é mais sentido que o Adeus habitual.

Pois toda jornada é solitária, cada caminho individual.

Mas poucos vivem para em outro encontrar seu igual.

A Avalon, meu lar voltarei, fica bem amado para aconselhar os homens e os Reis.

Então para esse lamento findar, suas palavras, devo usar:

a cada passo, cada vaticínio, cada cura, cada vitória

Serão sempre meu pedido de amor

E minha esperança de voltar

Paz nas seis direções

Sua e sempre sua…”

Assim foi criança que eu e não outro, Bran Up Fhái, encontrou sua senhora, delicadamente sobre a Harpa, musicando o lamento de sua partida.

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