Lugh, Tailtiu e Lughnasadh

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Em razão do festival de Lughnasadh, (o qual por motivos de Gesso não celebrarei com meu grupo, fisicamente,mas em espírito estamos sempre juntos.)  também conhecido como Lammas (Lê-se “lamas”) ou Festival da Primeira Colheita

Celebrado no dia 2 de Fevereiro no hemisfério Sul e no dia 1º de Agosto no hemisfério Norte.

Os festivais se pronunciam como abaixo:

  • Lughnasad= pronuncia-se Lunasá.
  • Lammas= pronuncia-se Lamas.

Celebrarei meu festival de uma forma diferente da qual imaginei, mas não menos importante e não menos intensa, assim presto minha homenagem a Lugh e Tailtil sua mãe adotiva, através deste textos e contos.

Mas antes um pouco de história – Transcrevo abaixo um texto da BDO escrito pelo excelente Eilthireach.

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Conhecendo Lughnasadh

Também conhecido como Lammas, ou primeira safra, o nome deste festival como Lughnasadh é gaélico irlandês para “Comemoração do Lugh”.  O significado permanece basicamente o mesmo: Lugh é a divindade de Lughnasadh, e não é uma festa.

Embora Lugh dê o seu nome a este festival, ele está mais  associado, com a mãe adotiva de Lugh, Tailtiu, que se diz ter aberto o caminho para a introdução da agricultura na Irlanda, o que liga Lughnasadh  a terra e da colheita.

O nome gaélico irlandês moderno para o mês de agosto é Lúnasa. Em gaélico escocês Lunasda significa a 01 de agosto.

Uma das várias fontes históricas para os quatro festivais de fogo celta –  Imbolc, Bealtaine, Lughnasadh e Samhain é o conto irlandês cedo “Tochmarc Emire” (A corte de Emer), que faz parte do Ciclo de Ulster, estima-se que o conto foi escrito no século DC 10º ou 11º, mas é seguro afirmar que este conto – como tantos outros – que contém um núcleo muito mais antigo.

O conto narra como o herói Cú Chulainn está cortejando Emer. Ele recebe várias tarefas a cumprir, sendo um deles o que ele deve ficar sem dormir por um ano. Como Emer pronuncia o seu desafio, ela nomeia os quatro principais pontos do ano celta Irlandês, escolhendo os primeiros dias de cada estação.

Um destes dias é Lughnasadh, marcando o início da queda. Realiza-se no dia 1º de agosto,( 1 de fevereiro no esmiferio sul) uma data internacionalmente aceita, ou no dia da lua cheia seguinte a esta data, mas se você quer comemorar como os antigos celtas a celebração tem lugar na noite antes da data do calendário, isso porque para os celtas, o dia começava ao pôr do sol e não a sua aurora.

Lughnasadh marca o início da descida visível do Sol para a escuridão do inverno. A partir da conexão entre a Terra (princípio feminino) e Sol (princípio masculino), o casamento do Céu Pai (Deus Sol) com a Mãe Terra, celebrada no Bealtaine, surgem os frutos da primeira colheita do ano. Lughnasadh é um momento de alegria sobre os primeiros frutos. É também um momento de tensão, porque os dias escuros do inverno estão chegando mais perto, e mais da colheita não é trazido e armazenados longe ainda.

O Deus da colheita é o Green Man (também conhecido como John Barleycorn). Ele se sacrifica a cada ano, a fim de permitir a vida humana na Terra. Em algumas áreas de sua morte é lamentada com coroas de flores decorados com papoilas ou flores dos cereais..

O grão é cortado, parte dele vai para pão e nutrição, outra parte é guardado e usado como sementes na próxima primavera, para criar uma nova vida. Olhando para isso, pensamentos sobre sacrifício, transformação, morte e renascimento também fazem parte do Lughnasadh.

A celebração de Lughnasadh inclui o corte ritual do primeiro grão e uma oferta do mesmo, possivelmente são os bastidores de um primeiro banquete com os frutos da colheita, assim o outro  nome usado para Lughnasadh é “Lammas”, a partir do Anglo-saxão antigo –  “hlaef-mass” (massa pão, massa, onde o primeiro pedaço de pão é consagrada), que evoluiu para a tarde medieval Inglês e Escocês “Lammas”. Como tal, ele é mencionado pela primeira vez em antigas crônicas anglo-saxónicos, já em 921 dC como “Festa das Primícias”. Em uma sociedade agrícola do início da colheita era uma ocasião singular para comemorar e dar graças ao Divino para seus dons.

Na tradição da Baviera, o mais importante festival em agosto é a “Ascensão de Maria” no dia 15 de agosto. Neste dia, numerosas procissões pelas aldeias e ao longo dos campos são detidos. Durante essas procissões, feixes de ervas decorado, composto por até 77 ervas diferentes, são realizadas ao longo de varas de madeira. Estas ervas são especialmente consagrada e armazenados longe então.Eles são usados ​​para a queima de incenso ritual no final do ano, por exemplo, durante as noites “ásperas”, o tempo do solstício de inverno. Um nome mais velho para este festival é “Maria Kräuterweih”, que significa “Dia de Maria e da Consagração das Ervas”.

Os costumes Lughnasadh originais, obviamente, mudou-se para dia 15 de agosto devido as feiras ligadas a esta época,  Lughnasadh é o, portanto, apenas um dos oito festivais celtas que não sobreviveram na Baviera como uma celebração compacto em ou perto da data original (01 de agosto). Celebrações da colheita em vez disso estão dispersos por todo o agosto.Isso pode ter a ver com a situação geográfica da Baviera, onde agosto tende a ser um mês bastante quente, e da colheita e queda são um pouco mais tarde do que em outros lugares.

As deidades de Lughnasadh são Danu (Anu), a Mãe dos Deuses e Homens, e Lugh, o padroeiro dos estudiosos, artesãos, guerreiros e magos. Lugh é também conhecido como Lugh Samildanach (o Muitas habilidades) e Lugh Lámhfada (Lugh do Braço de Long). Este último epíteto  é disputado entre os autores se esta refere-se a lança mágica de Lugh ou para os raios do Sol Lugh , que a Luz solar e não o sol em si, e parece ter sido adorado, como seu grego e correspondências romanos Hermes e Mercúrio, principalmente em elevações, morros ou montanhas.

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A planta de Lughnasadh é qualquer forma de grãos ou cereal, em um sentido mais amplo todas as frutas de campo e jardim.O significado de Lughnasadh nos planos internos é o início da colheita dos frutos que temos semeadas na primavera. Quais as coisas ou projetos estão colhendo em nós no momento? O que gostaríamos de terminar, o que para começar de novo? Será que temos a percepção de que a cada safra, há uma necessidade de preparação?

A essência do Lughnasadh é a alegria da vida sob o conhecimento de que os tempos mais escuros estão se movendo. Nós tonar os raios quentes do sol e armazenar o seu poder para os próximos tempos. No momento em que celebramos o próximo festival, Alban Elfed, será o cair e os dias quentes de verão já serão uma memória.

Claro Lughnasadh é um momento muito bom para expressar gratidão aos deuses e os espíritos da terra por suas bênçãos e dons que nós estamos recebendo agora.

Em tempos de micro-ondas e pizza congelada pode parecer anacrônico parar pra agradecer pela colheita. Muitos dos nossos produtos alimentares modernos tornam difícil ainda reconhecer o grão acenando no campo. E ainda há uma maneira de se conectar com a natureza através do alimento que nós comemos. Isto é especialmente válido para os frutos auto-colhido. Mas também alimentação consciente, comer com foco na comida e não na frente da  TV ou jornal, é uma forma de expressar os nossos agradecimentos para a colheita – durante todo o ano, mas especialmente em Lughnasadh.

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E agora um pouco de mitologia:

 O Nascimento de Lugh

Conta-se que os Fomore sempre existiram na Irlanda. Contemporâneos da terra, nasceram com a terra, e ali habitaram desde que o mundo passou a existir. Já a Irlanda existia, também os Fomore existiam. E só ali? Não sabemos, o que sabemos é que estavam ali. Eram enormes e deformados. Alguns tinham cabeça de cavalo, bode ou touro; outros tinham apenas um braço ou uma perna. Divindades escuras, portadoras dos poderes do mal e das trevas, filhos da escuridão e do abismo do mar, do caos e da noite. Uma raça cruel e violenta.

O mais terrível deles era Balor, cujo pai tinha cara de boi. Mas o que distinguia Balor era seu olho, temível olho, possuidor de um poder maligno capaz de matar quem se visse sob sua mira. Não foi a natureza de sua raça que o dotou desse olho mágico destruidor. Foi sua extrema curiosidade. Certo dia as feiticeiras de seu pai preparavam uma poção mágica. Saía do caldeirão fervente uma fumaça espessa de natureza mortal. Balor olhou bisbilhoteiro pela janela. A fumaça o atingiu e impregnou de sua força maligna um de seus olhos. Desde então adquiriu a capacidade de matar e transformar em pedra todo ser vivo a quem olhasse. Nem deus nem gigante podia escapar ao seu olho maligno. Os Fomore se reuniram para deliberar sobre o seu destino. O principal dilema que os perturbava era o perigo que Balor representava para a própria sobrevivência da raça. Não desejavam matá-lo, e, depois de muito ponderar, encontraram uma solução: Que ele mantenha sempre fechado seu olho mau para nossa própria paz! — disseram enfim apaziguados.

Sim, Balor viveria, decidiram, sob a rígida condição de que ele mantivesse seu olho maligno resguardado sob as pálpebras, de onde nunca podia revelar-se ao mundo nem aos Fomore. E foi assim que, embora tivesse dois olhos, era como se tivesse apenas um. Desde então passou a ser chamado Balor-do-Olho-Maligno.

Nem todos da raça Fomore tinham aparência monstruosa.

Euathan, um de seus chefes, era uma presença magnífica aos olhos, um príncipe da escuridão. Trajava um manto trançado de fios de ouro, preso com um broche também de ouro engastado com uma pedra preciosa que brilhava magnificamente. Sob o manto trazia sempre uma camisa toda em fios de ouro reluzentes. Suas lanças eram de prata engastada em cabo de bronze; sua espada tinha punho e prendedor de ouro.

Seu filho Bress não era menos belo. Nascera de seus amores furtivos com Eri, bela deusa da tribo de Danna, deuses de grande poder mágico que nesse tempo viviam nas cidadelas de Findias, Gorias, Murias e Falias, regiões ocultas onde ninguém podia chegar. Elathan veio secretamente pelo mar, tomou Eri, com ela se deitou e copulou. Ao partir, entregou-lhe um anel dizendo que não o desse a ninguém, salvo àquele em cujo dedo o anel se ajustasse com perfeição. Num futuro ainda distante, o possuidor da jóia viria ao seu encontro, disse e partiu. Cumprido o tempo, Eri deu à luz Bress. Apropriado nome, que significa “belo”. Ele cresceu e de tal modo sua beleza era impressionante, que passaram a dizer: “E um Bress” para referir a todo objeto cuja beleza sensibiliza o olhar. Seja homem, mulher, seja objeto material seja paisagem encantadora aos olhos. Esses deuses então vieram para Erin numa nuvem mágica, e ali passaram a habitar, e ainda hoje na Irlanda tudo que é belo recebe esse elogio nascido desse deus escuro engolfado na poeira da memória.

Entre os muitos dias havidos entre o povo Fomore, chegou aquele em que Balor-do-Olho-Maligno foi empossado rei. Nessa ocasião ouviu uma profecia: “Balor, Balor, o seu neto há de matá-lo!”

Ele procurou a solidão e se retirou para pensar em sua sina. Abriu seu olho maligno, e uma rajada fumarenta queimou o chão onde pisava. Recolheu de volta o olho entre as pálpebras: Aquieta, poção que me encheu de ira e desigualdade entre os meus. Esconde seu vítreo veneno nessa cova onde olho algum pode penetrar. Aquieta, furor! Tenho apenas uma filha, minha Ethlinn. Oh, Ethlinn, você, que era para gerar a minha descendência, está prometida a gerar a minha morte. O destino é impiedoso. Como de mim então nascerá o meu maior inimigo? Hei de desviar o censo dessa maldição!

Entreabriu rápido a pálpebra de seu olho mau, e, antes que dele escapasse a ira de seu veneno mortal, o trancou de volta no seu recinto escuro. Saiu apressado, foi ver a filha pela última vez, e dali foi prescrever suas determinações. Mandou construir uma torre no alto de uma escarpa na Ilha Tory, ali prendeu a filha e a exilou do convívio comum. Convocou doze guardiãs para a vigiar e impedir que os olhos de Ethlinn vissem homem, e mesmo evitar que soubesse que no mundo pudesse haver outro sexo além do seu. Nessa reclusão Ethlinn cresceu e tornou-se mulher de surpreendente beleza.

Aconteceu porém que Kian, da tribo de Danna, tinha ama vaca mágica. Seu leite era tão abundante, que todos a ambicionavam. Para evitar que a roubassem, ele a guardava com estrita vigilância. Kian tinha dois irmãos, um chamava-se Kethen; o outro, Ku, era ferreiro, forjador de armas e artífice dos Danna. Balou ambicionou possuir a vaca mágica de Kian, e vivia espreitando o momento certo para roubá-la.

Balor viu o momento azado quando, espreitando Kian em sua faina, ouviu ele e seu irmão Kethen conversarem sobre as armas que Ku estava forjando para eles. Era preciso, diziam, levar à forja os melhores metais para que o irmão tivesse material adequado a armas invencíveis: Não posso deixar minha vaca à mercê da sorte, irmão, e convém que um de nós fique aqui para guardá-la. Vou eu levá-la e não se afaste daqui por nada, disse Kian.

Estava ali à mão a hora de obter a vaca almejada. Balor apareceu a Kethen sob a forma de um menino. Teceu intrigas dizendo a Kethen que tinha ouvido Kian e Ku planejarem usar o melhor metal para fabricação de suas armas e deixar o metal comum para a arma de Kethen.

Ele ficou furioso, deixou a vaca aos cuidados do falso menino e correu para a forja a fim de frustrar o plano dos irmãos. Constatou que fora enganado. Ao contrário do que tinha ouvido, Kian e Ku trabalhavam no melhor metal para a fabricação de sua arma, e nada havia neles que denunciasse a mínima intenção de fraude.

Kian, ao vê-lo ali em hora tão inoportuna, quis saber o que tinha sucedido a Kethen para abandonar sua vaca preciosa e ir ao encalço deles. Ele lhe contou tudo, cabisbaixo e envergonhado. Agora a coisa estava perdida, pois tinha deixado o menino mentiroso tomando conta da vaca. Kian levou as mãos à cabeça: Você foi leviano, irmão, certamente era Balor disfarçado. Ele levou minha vaca para a ilha Tory. Isso é irremediável, mas hei de me vingar.

Kian foi imediatamente buscar o conselho de Biroge, o druida:

Meu querido Kian, Balor pensa que pode reverter a ação do destino. Doze guardiãs vigiam sua filha em uma torre isolada para impedir que ela conheça homem. Não será difícil transpor essa vigilância. Ouça o que digo e me siga.

Biroge transmutou a aparência de Kian e, por antes mágicas, o levou transvertido de mulher através do mar. Chegaram à torre e se apresentaram para as guardiãs de Ethlinn como duas mulheres que tinham se lançado ao mar para fugir de raptores. Não sabiam onde estavam e pediram abrigo. Foram recebidas. Biroge encantou as guardiãs, de modo que ficassem em estado de dormência. Outro encantamento trouxe de volta pana Kian suas formas masculinas, fê-lo belo e desejável para uma moça que nunca tinha visto homem e o conduziu a jovem Ethlinn. Ela olhou admirada aquela figura masculina, e Biroge, com um vibrar de sua vara mágica, fez aflorar na jovem o desejo natural da vida que deseja criar vida. Como se há muito esperasse a vinda de um homem, Ethlinn recebeu aquele moço como a um deus, e o amou. Passaram toda a noite juntos no intimo entrelaçamento de seus corpos, ambos entregues ao amor, ele para vingar-se de Balon; ela porque sentia brotar no corpo todo o fervor de sua fertilidade feminil. Amaram-se férvidos, e, desejosos de reter o gozo do amor, Kian a atravessou com o fogo de seu Órgão viril nove vezes. Ao amanhecer, Biroge e Kian desapareceram subitamente do mesmo modo como tinham chegado. As guardiãs ouviram Ethlinn cortar que a noite lhe aparecera uma criatura muito diferente dela; tinha experimentado um entrelaçamento caloroso e delicioso de corpos. Ele a tinha atravessado com um órgão espesso e rijo, macio e aveludado. Ela sentiu que a vida e a morte vibravam nela simultaneamente e uma penetrante sensação de prazer lhe ficou impressa em todo o corpo e sentimentos. Nunca tinha suposto que tais coisas pudessem existir. As guardiãs, ao ouvirem esse rebato, adivinharam tudo e temeram a fúria de Balor. Trataram de convencer Ethlinn de que ela tivera um sonho e nada mais disseram sobre o assunto. Mas no devido tempo, Ethlinn deu à luz três meninos.

A notícia desse acontecimento chegou a Balor. Furioso, principalmente tomado de um temível medo, sentiu que novamente era preciso interpor sua mão para deter o curso dos acontecimentos. O destino teimava e lhe dizia que três crianças nascidas de sua estirpe vinham ao mundo, uma delas, qual das três, destinada a matá-lo? Mandou tirar as três crianças à mãe, levá-las ao profundo mar alto e afogá-las, a todas. Nem uma ficasse.

O homem encarregado dessa ordem tomou as crianças, enrolou-as juntas em um pano cuidadosamente preso com broches e as levou como se carregasse um saco. No momento que começou a deslizar pela enseada, um dos meninos moveu o braço e, por artes de magia, o broche que o prendia aos panos se desprendeu. A criança escorregou e caiu na pequena baia. O homem achou que ela morreria e a deixou para trás. As outras duas foram afogadas de acordo com a ordem de Balor. De volta, o mensageiro deu conta ao seu amo de que tudo fora cumprido, e Balor, contente e apaziguado, moveu seu olho perigoso sob as pálpebras.

O que Balor não podia adivinhar é que a negligência do homem tinha deixado a obra incompleta; o menino abandonado na baía tinha um outro destino entre os deuses Danna; matá-lo a ele, Balor, não passava de circunstância mínima relacionada com uma façanha maior que essa criança recém-nascida, fruto de sua estirpe, estava destinada a realizar. Nem artes mágicas nem bem planejados atentados tirariam a sua vida. Ela viveria e cumpriria o curso prescrito. Biroge, o druida, é quem veio recolher o menino caído na baia e levá-lo ao pai, Kian, que o recebeu contente de ver brotar de sua noite amorosa com Ethlinn aquele fruto continuador do fio de sua raça e estirpe. Consagrou a criança e lhe deu o nome de Lugh. Depois o entregou a Ku, o ferreiro, para criá-lo, ensinar-lhe o próprio oficio e tomá-lo hábil em todos os ofícios e artes.

O menino chegou à adolescência e os Danna o deixaram aos cuidados de Duacha, “O Escuro”, rei da Grande Campina, Terra dos Imortais, Terra da Eterna Felicidade, e ali longe da vista dos povos do mundo de cá viveu imperceptivelmente até tornar-se adulto. Entronado em todas as ciências e habilidades, obteve o conhecimento de tudo. Detinha os atributos solares do poder universal, que lhe davam a posse dos segredos de todas as artes, de toda a força e de todo o saber, conhecedor tanto da medicina terapêutica, quando da música e da poesia. Em breve, o povo da tribo de Danna veria chegar esse deus radiante de luz para coabitar com eles.

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