Dia 01 – Por que Druidismo?

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Como muitos dos que se propuseram os 30 dias, não tenho uma resposta direta a esta pergunta. As respostas são variadas, multicores e complexas.

Não sei exatamente se há apenas um porque, mas creio que o principal é: Porque amamos uma linguagem de conexão com o sagrado e em meio a tantas outras linguagens uma é aquela da alma que fala mais forte, no meu caso foi o Druidismo, mais precisamente a cultura celta , os exemplos e a vivência dos celtas Irlandeses.

Por que permaneci no Druidismo, é mais interessante e verdadeiro do que por que a escolhi. Pois escolhas quando agradáveis nos levam ao desconhecido, a novidade;  o começo, as experiências. Então escolhemos o novo, pela emoção, pela paixão, pelo tesão, pelo entusiasmo, pelo movimento.

Já havia trilhado  diversos caminhos, do Catolicismo (siiim pasmem), Espiritismo, Bruxaria tradicional, Bruxaria cerimonial, goethe e algo de Thelema e Wicca. Do Druidismo mesmo só ouvi falar anos depois, num espaço que não mais existe, e quando os mitos dos Deuses, já tomavam minha alma, onde visualizava Morrighan e Dagda cavalgando em planícies verdes, Brigid com seu maravilhoso gado e Mannannam Mac lyr em seu cavalo de ondas Anbar. Neste ponto eu já estava inebriada pelos mitos, pela cultura e pela forma de se encarar a vida, ou seja permaneci no Druidismo porque o Druidismo me deixa livre!!!

Livre  para minhas ações, para minhas opiniões, crenças e movimento.

Não a ideia ilusória que muitos têm de que liberdade é fazer o que bem se entende, ao contrário o Druidismo quando seguido de forma a se sentir, com o coração e com a alma, te prende; não com dogmas ou regras, mas com as condições e valores de uma época ancestral que de uma forma ou de outra chegou a está época, e a nós, com mudanças, adaptações, variações, de idiomas, de costumes, mas igual em essência.

Que é  o que de fato  une tantos e tantas tribos: Seu Espírito.

É impossível, para alguns tipos de alma, e eu me incluo nestas,  não se render aos conceitos de Honra, de hospitalidade, de respeito, aos Deuses, aos ancestrais, a vida em todas as suas formas,ou se entregar  a visão de sacralidade de sua paisagem, seja nas modernas cidades ou na quase intocada Tara, na infelizmente mais que maculada floresta amazônica, ou na mata atlântica, que resistem e estão aqui, com seus espíritos e força .

Sobre tudo o Druidismo me ensinou sobre mim, sobre ser eu mesma, a despeito de provações e aprovações, ser autenticamente malukete, e que esta face não destoa daquela que sou rígida e até mesmo Old School em relação a determinadas coisas, a seriedade no caminho espiritual que se escolhe, entre elas.

A liberdade conferida a mim, por mim mesma bancando minhas escolhas e ações é o que me liga a estes mitos, a terra como um todo, a esta espiritualidade e aos Deuses.

 

 

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