Dia 04 – Três Reinos

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“Os celtas não reconheciam força maior que o céu sobre sua cabeça, a terra sob seus pés e o mar a sua volta.”

De terra, agua e ar é feito nosso mundo e nossos corpos, então deveria ser natural que reverenciássemos aos reinos não apenas como mantenedores de nossa vida, mas como nossos ancestrais, assim falar dos três reinos , é falar da vida como um todo, pois cada reino: Céu, Terra e Mar é complementar um ao outro, e a sua junção forma tudo que conhecemos como planeta no macrocosmo e a nós mesmos no microcosmo, a cada reino é atribuído tipos específicos de vida e uma miríade de divindades, assim tudo que está nos três reinos é sagrado.

Os Irlandeses tem uma palavra para isso Dindshenchas, ou paisagem sagrada.
E a esta paisagem eles respeitavam e reverenciavam, pois não se desassociavam dela, se viam como parte integrante do todo, assim era natural que mantivessem um relacionamento de mútuo respeito e de forma alguma os celtas eram Green Peace  abraçadores de árvores da antiguidade, como apregoam alguns, simplesmente porque não havia este conceito e nem a necessidade dele.
Infelizmente  para nossa sociedade ambos são precisos pois é quase perdido o conceito de sagrado em relação a nossa terra, ar e mares e assim não se há a consideração da vida como sacra, vide a banalização com que é tratada a vida pela mídia, vide o caso de Mariana.

A você, que lê este texto, espero sinceramente que leve estes conceitos a tua vida, pois é preciso uma ressignificação urgente, com nós mesmos, com o planeta e reconhecer a vida de dentro de nós é igual a vida em todo é o princípio.

Fecho este texto com uma oração aos Reinos:

Guia-nos Mannannam senhor dos mares,                                                                                      Mares que dão forma a nossa vida a partir da água salgada,                                                                Salgada como nosso sangue, que como os mares na Terra perfazem a maior parte, assim como em nosso corpo.                                                                                                                                  Corpo parte da Terra, que sangra e jorra como mar para vida  que nos dá,                                      Terra de Dana, mãe nossa como é, a nossa mãe, que acalanta e encanta, que nos faz respirar,                                                                                                                                                  Respirar o ar benfazejo que permeia todos os reinos, ar que infla meus pulmões com o cheiro e o gosto das arvores que o faz reciclar, ar alimentado pelo fogo,                                        Fogo  do coração da Terra e do corpo de  nossa  batalhas,                                                                     Batalhas ganhas pelas armas da forja e da cura de Brighit, da inspiração e força.                       Força deste fogo que aquece as águas, que evapora e o vento leva, torna chuva, que rega a terra que faz o ciclo a girar de volta ao Mar.

 

 

 

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