Dia 7 – Prática Diária

Hoje para falar do tema prática diária, não vou colocar nenhuma espécie de ritual ou ação cotidiana, melhor que isso, colocarei uma reflexão minha que escrevi há uns 2 anos atrás, que ao menos para mim exemplifica perfeitamente a prática diária e como ela pode ser absolutamente sutil as vezes e uma avalanche em outras.

Manhã de segunda

Hoje como todos os dias acordei me virei ao meu altar e saudei meus Deuses e ancestrais, fui tomar meu café e alguns dias eu lembro,  outros não de agradecer minha parte ao universo, hoje lembrei só agora que escrevo e já reparei a falta.

Mas a percepção de alguns fatos me puseram a pensar, sobre nosso dia-a-dia e isso me inspirou a esta missiva.

Estava a caminho do trabalho  de metrô e trem  com a compania de Omnia, Luar na Lubre, e tantos outros que me seguem em meu MP3, fiquei observando o vai e vem apressado das pessoas, com seus ternos, gravatas, tailleur, notbooks,Mp3, Ifone, Itouch, Ipode, Não pode, Aí fode.
Me peguei pensando em mim, também de social, não tão apressada, mas com minha música predominantemente pagã, em meus ouvidos tocando.
E pensei o que diriam todos os outros se ouvissem o que ouço, ou o que estariam pensando, uma vez que meu multiverso, já estava mais que trabalhando, secretamente em meu Eu.

Fiquei imaginando todos ou universos, macro e micro, dentro de cada uma daquelas pessoas, o que esperavam, porque trabalhavam, quais seus sonhos, suas vidas, afetos e desafetos, anseios e satisfações, e em quem seriam realmente, atrás da pompa, da preocupação, do corre frenético da metrópole em nosso dia-a-dia.
Pensei em mim , tão diversa do meu vestuário e que certamente, aparentava mais uma na multidão; quando a verdade é bem diversa.
O que aconteceria se estes mesmos , senhores engravatados e madames bem compostas, se vissem esta que vós escreve, de saia rodada de cetim verde esmeralda, roupas coloridas e véus, ou de boina, cachecol, blusa  moleton e jeans. Discutindo com amigos, a existência de dragões, fadas e legiões. Contando histórias, com deleite nos olhos, e mel na boca, falando das estrelas e de seu brilho como alma nossa.

Quantas máscaras sociais usamos, e no entanto, de certa forma necessárias, pois a sociedade não está pronta para arcar com quem somos, não de verdade. Mas o perigo da máscara como em tantas coisas, é a sua dosagem;, usa-la tanto que se perca a essência de si, não saber mais quem se é, ou nem querer saber, assim devemos estar atentos sempre para quem realmente somos, nossa ligação com os Deuses e nossa espiritualidade, bem como aquilo que nos faz íntegros garantem essa certeza, pois não raro a máscara tão sociavelmente aceita é confortável e podemos nos perder nela.
Por isso, minhas práticas diárias, nem que seja uma passada de olho pelo meu altar, ou vestir a cinta de Brigid, garanto que estes momentos bem como  meus fins  de semana sejam sagrados, para que eu entanda mais de mim mesma. Nestes momentos pulo, brinco, grito, danço, estudo. discuto vida, politica , poesia.

Para não perder de mim mesma a essência que me guia.

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